Fake news são um problema da sociedade, ou melhor as noticias falsas são uma grande arma politica na internet.

 

FOCA NA IMPRENSA
Tema: “A proliferação de notícias falsas abre espaço para agências de verificação. Veículos de imprensa passaram a apostar em equipes de fact-checking próprias para combater quantidade de fake news existente na internet. Negar a existência de um boato é dever do jornalismo?”
AUTORA: Camila Mirella da Silva Carvalho
“Fake news são um problema da sociedade”

As fake news (notícias falsas) não é um problema apenas do jornalismo, mas de toda sociedade. Até o Facebook já declarou guerra contra elas. Isso porque boa parte dessas informações imprecisas são disseminadas nas redes sociais. O jornalista tem a responsabilidade de combater notícias falsas. Está no artigo quarto do código de ética dos jornalistas, onde lê-se: “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos”. Isso significa que além de divulgar apenas o que é verdadeiro o profissional também deve combater a proliferação de boatos que na maioria das vezes são sobre temas de interesse público, o que requer ainda mais dedicação no esclarecimento da verdade.

Até o Papa Francisco já foi vítima das fake news e declarou: “a desinformação é provavelmente o maior pecado que um meio de comunicação pode cometer, porque dirige a opinião pública a uma direção única e omite parte da verdade”. Isso significa que um meio de comunicação deve informar sempre a verdade do que está acontecendo para que não haja espaço para as fake news. As fake news são notícias falsas com um alto teor de sensacionalismo, seus criadores tem apenas um objetivo: cliques. Quanto mais cliques em um site de notícias, mais publicidade esse site vai conseguir e consequentemente obterá dinheiro também.
Com isso, a checagem nunca foi tão importante, é um dos métodos mais importantes no jornalismo. Sem uma boa checagem o jornalista corre risco de publicar algo impreciso, exagerado, contraditório e até mesmo falso. Assim, é fundamental que essa etapa da apuração da notícia seja feita de forma minuciosa para que possíveis erros sejam sanados. Pesquisar, investigar a fonte da informação, ir a campo, buscar por dados oficiais para que a notícia seja clara, precisa e sobretudo verdadeira.
Esse método de checagem abriu espaço para uma nova área do jornalismo, o fact-checking (checagem de dados). O fact – checking é um trabalho minucioso que tem como objetivo checar a veracidade ou não de uma determinada declaração. É uma ferramenta para combater as notícias falsas. Alguns meios de comunicação brasileiros já apostaram em uma plataforma própria e exclusiva de fact – checking. Uma dessas instituições foi o jornal carioca, O Globo, que deu espaço para o blog Preto no Branco que surgiu em 2014 para checar as declarações dos candidatos à presidência naquela época.
A checagem detalhada das informação se faz cada vez mais necessária, devido a disseminação de tantas notícias em diferentes plataformas. Desta forma é imprescindível a criação de agencias ou plataformas próprias e também contratação de terceiras para que os jornalistas dos meios de comunicação brasileiros possam checar e re-checar a informação, ir ás ruas, e fazer um bom jornalismo negando as fake news e mostrando sempre a verdade.

 

Notícia falsa

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Noticiário satírico.

Repórteres com várias formas de “notícias falsas” de uma ilustração de 1894 por Frederick Burr Opper.

Notícias falsas são um tipo de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisãorádio, ou ainda online, como nas mídias sociais. As notícias falsas são escritas e publicadas com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção. O conteúdo intencionalmente enganoso e falso é diferente da sátira ou paródia. Estas notícias, muitas vezes, empregam manchetes atraentes ou inteiramente fabricadas para aumentar o número de leitores, compartilhamento e taxas de clique na Internet. Neste último caso, é semelhante as manchetes “clickbait“, e se baseia em receitas de publicidade geradas a partir desta atividade, independentemente da veracidade das histórias publicadas. As notícias falsas também prejudicam a cobertura profissional da imprensa e torna mais difícil para os jornalistas cobrir notícias significativas.

O fácil acesso online ao lucro de anúncios online, o aumento da polarização política e da popularidade das mídias sociais, principalmente a linha do tempo do Facebooktêm implicado na propagação de notícias falsas. A quantidade de sites de notícias falsas anonimamente hospedados e a falta de editores conhecidos também vem crescendo, porque isso torna difícil processar os autores por calúnia. A relevância de notícias falsas aumentou em uma realidade política “pós-verdade“. Em resposta, os pesquisadores têm estudado o desenvolvimento de uma “vacina” psicológica para ajudar as pessoas a detectar falsas notícias.

Um exemplo de Fake news:

Circula por correntes de WhatsApp áudio falsamente atribuído a Luiz Nascimento, diretor do “Fantástico” que em janeiro vai deixar a TV Globo por opção própria. Uma outra pessoa que se passa pelo jornalista diz que a demissão aconteceu porque a emissora teria feito um acordo com Lula e por isso deixaria de falar mal do petista e passaria a atacar Michel Temer.

Crédito:WhatsApp/Reprodução

Em uma outra versão, um texto aparece antes do áudio, no qual o jornalista supostamente diz que pediu demissão na última sexta-feira. “A informação disseminada no WhatsApp é totalmente falsa. Não pedi demissão, a voz não é minha e esse texto falso também não é meu. Acho lamentável – e me causa profunda indignação –que máquinas de propaganda condenáveis e protegidas por um anonimato criminoso usem as redes sociais para propagar mentiras com objetivos obviamente escusos”, disse Nascimento à coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

Em resposta à coluna, a TV Globo “diz que máquinas de propaganda se utilizam cada vez mais de fake news com propósitos escusos, mas que pesquisas mostram que a emissora tem uma vantagem: como é líder absoluta, e todos veem seus noticiários, o público não acredita nos boatos, porque eles não são compatíveis com o que vai ao ar de fato”.

Luiz Nascimento é marido de Eugenia Moreyra, diretora da GlobNews e que também vai deixar a Rede Globo em janeiro para se aposentar.

Ali Kamel diz em resposta a colunista da “Folha” que a Globo “faz jornalismo, não campanha”.

Redação Portal IMPRENSA 

O diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, escreveu na edição da Folha de S. Paulo deste sábado, 5, que a rede de televisão faz “jornalismo, não campanha contra ou a favor”. O texto foi uma réplica à coluna de sexta-feira de Nelson de Sá, que havia dito em uma análise intitulada “Globo derruba até o ‘JN’, mas perde a queda de braço com Temer” que a emissora agiu pelo impeachment do presidente.

Crédito:Memória Globo

Kamel elencou uma série de colunas, artigos, editoriais e reportagens da própria Folha para traçar um paralelo da cobertura do jornal com o da TV Globo, que, para ele, foram similares. Em outro trecho, diz que Sá destaca, “vergonhosamente”, que o relator da CCJ, o deputado Sérgio Zveiter, advogou para a emissora anos atrás, “como se isso, de algum modo, pudesse ser prova de que a Globo influenciou em sua nomeação”.

Kamel também criticou a passagem em que Sá menciona uma possível queda de arrecadação da Globo com publicidade estatal.

“Por fim pergunta se, vitorioso, Temer reduzirá investimentos publicitários do governo na Globo, como se isso pudesse ter algum algum impacto no compromisso da emissora com a notícia. A Globo tem orgulho de seus incontáveis anunciantes, porque são eles que garantem a sua independência: dependendo de muitos não depende de nenhum. Muito menos de governos, a quem nada deve, em nenhuma circunstância. E quando o interesse público impõe, a Globo não hesita em cancelar a sua grade de programação, e os seus espaços comerciais, para bem informar os seus espectadores: foi assim no impeachment de Collor e de Dilma, foi assim na votação da denúncia de Temer, com excelente resposta da audiência, interessada no futuro do Brasil”, escreveu o diretor.

Datena dispara contra Globo e Ali Kamel: “Vai te catar”  –  Portal IMPRENSA

José Luiz Datena se irritou com uma reportagem do jornal “Extra”, que dizia que o apresentador da Band acumula 42 processos e que o colega Luciano Faccioli seria mais um a entrar na Justiça contra o jornalista. Na última sexta-feira, 14, Datena disparou ao vivo contra o jornalismo das organizações Globo e desmentiu a matéria do periódico carioca.

Crédito:Divulgação
 Um dos alvos do apresentador do “Brasil Urgente” foi Ali Kamel, diretor geral de jornalismo da TV Globo. “Eu quero é que a Globo se ferre. Vai te catar, Globo”, disse. Veja o vídeo abaixo.

Jornalista promove financiamento coletivo para pagar R$ 48 mil de indenização a Ali Kamel.

Portal IMPRENSA 

O jornalista Marco Aurélio Mello organiza financiamento coletivo para pagar indenização ao diretor-geral de Jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. O ex-funcionário da Globo afirma que o ex-chefe o persegue por denunciar abusos e imparcialidades cometidos pela emissora. Foram duas ações movidas por Kamel no Superior Tribunal de Justiça, das quais ele venceu uma.
Crédito:Memória Globo
 De acordo com Mello, já foram arrecadados R$ 13 mil. Ele diz que foi demitido em 2007 por não aceitar assinar um termo em defesa da postura do jornalismo da Globo na campanha presidencial de 2006, que teria sido tendenciosa contra o então presidente Lula, que viria a se reeleger. Ex-editor de economia do “Jornal Nacional”, Mello afirma que os textos alvos de processos por Kamel não passavam de obras de ficção. O financiamento pode ser acessado aqui.

Paulo Henrique Amorim é condenado à prisão por ofensas a Ali Kamel.

Redação Portal IMPRENSA 

A 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o blogueiro e apresentador Paulo Henrique Amorim a cinco meses e dez dias de prisão pelos crimes de injúria e difamação contra o diretor de jornalismo e esportes da Globo, Ali Kamel.
Crédito:Reprodução
Juiz entende que apresentador tem “clara intenção em macular a honra de Ali Kamel”
Segundo o ConJur, o relator do caso, desembargador Edison Brandão, avaliou que o apresentador está em “autêntica empreitada” contra a honra do jornalista. Segundo ele, a vontade de cometer o crime “salta nítido nos autos, ficando clara a intenção em macular a honra de Ali Kamel”.
Em seu blog, Paulo Henrique Amorim acusou Kamel de ser racista por conta do livro “Não somos racistas – uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor”. Ele afirmou que o diretor da Globo “engrossa as fileiras racistas dos que bloqueiam a integração e a ascensão dos negros” e o qualifica como “trevoso” (horrível, terrível, medonho).
O desembargador observou que o blogueiro “seguramente poderia exercer seu direito à crítica sem emprego de palavras demeritórias e pejorativas”. Como as ofensas foram feitas na internet, a pena foi aumentada em 1/3. O artigo 141 do Código Penal prevê o acréscimo quando a calúnia, a difamação e a injúria ocorrem por meio que facilite a sua divulgação. Ainda cabe recurso.
 

Fake News. Folha publica reportagem sobre sites de notícias falsas e por modéstia (?) esquece de se incluir no grupo.

A Folha publicou hoje uma reportagem sobre sites que produzem notícias falsas. Curiosamente, não há nenhuma referência à própria Folha, nem ao Globo, Veja (logo ela, do boimate), Estadão, sem falar nas menores — Época e QuantoÉ.Por exemplo: Tudo é fake nessa notícia reproduzida aqui [imagem], que a Folha publicou num domingo (dia de maior venda de jornais), no alto da página à esquerda (espaço mais nobre).

A ficha de Dilma é falsa. A informação de que o grupo dela planejava o sequestro de Delfim Netto, idem.

Só posso considerar que a Folha não se incluiu no grupo dos produtores de notícias falsas como uma prova da modéstia do seu diretor de redação Otávio Frias Filho. Blog do Mello.

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