A eleição e o palanque eletrônico

agosto 24th, 2010

Começou o horário eleitoral no rádio e na TV. E nessa primeira semana o tom dos discursos foi dado pela emoção. Os candidatos ao voto popular tentaram mostrar a origem humilde e suas lutas pelo “bem” do povo. Nessa hora, todos fazem questão de se aproximar dos mais pobres. Todos podem tudo.   Um fato mais interessante é a presença constante do presidente Lula. Que o Lula seria presença certa no programa de Dilma, isso era já era esperado. Mas, Lula no programa de Serra, bem isso, ninguém contava. O programa do PSDB expos Serra associando sua imagem à do presidente Lula (PT) como “homem experiente e preparado para governar o País”. O fato gerou críticas de aliados, aí incluído o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quem diria… o PSDB afirmando que Lula é um homem  experiente. É Serra perdeu o rumo da campanha.

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Outro fato curioso são as “celebridades” que querem fazer uma boquinha no mundo político. Se não bastassem “Clodovil” e “Frank Aguiar”, agora outros tentam atrair os holofotes da vida pública no congresso nacional ou nas assembléias legislativas. “Marcelinho Carioca”, “Kiko” e “Leandro”, integrantes daquela banda bastante politizada, o KLB, “Netinho de Paula” que pasmem é comunista, sim ele disputa uma vaga no senado por São Paulo pelo PC do B. Outro que disputa uma vaga no Senado por São Paulo é Moacir Franco. A lista ainda inclui: “Maguila”, “Tiririca”, “Leci Brandão”, “Raulzinho, filho de Raul Gil”, “Sergio Malandro”, “Reginaldo Rossi”, “Vampeta”, “Romário”, “Tati Quebra-Barraco”, “Mulher Pêra”…e tem mais por aí. A política no Brasil é mesmo uma casa de um mangue nada ecológico.                                                                                         Contudo, o fato mais revelador nessa primeira semana foi perceber que o horário eleitoral deve influir minimamente nos rumos da campanha. Primeiro que as Audiências estão baixas, e segundo que nenhum dos programas seja o da campanha presidencial, quanto a do governo estadual, apresentam nada de novo. São “pacotes de bondade” para todos os lados. Nenhum candidato afirma de onde vai sair o dinheiro para implementar tudo o que prometem. É engraçado que para os diversos problemas os candidatos têm soluções semelhantes, mas, ninguém diz como se financiá-las. “Temos que valorizar no professor”, “Vamos recuperar a saúde”, “Temos que pagar melhor aos agentes policiais”, etc. Honestamente, chega a ser chato ouvir as mesmas coisas ditas por candidatos diferentes. Nenhum projeto sério, com orçamento, prazo de execução, benefícios para o estado ou país, nada. O ouvimos são promessas de coisas que todo mundo sabe que tem que ser feito. No próximo comentário vamos comentar algumas “promessas de campanha” e seus significados ocultos. Para o momento, esperamos os políticos aproveitem melhor a exposição na TV para dar um pouco mais de seriedade a esta campanha. Afinal, o presenciamos nestes primeiros programas é uma grande falácia eleitoral. De qualquer forma, sugiro ao eleitor averiguar o que pretender realizar os políticos nas áreas de saúde e educação. Sabendo disto, podemos diminuir a margem de erro na hora de escolher os futuros governantes deste país.

Marcelo da Silva A. SantosCríticas e sugestões: maraujosantos@bol.com.br

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=eMIqQ6qJAaM

Dói…um tapinha não dói! Só um tapinha…

agosto 5th, 2010

O projeto de lei que modifica o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) pretende coibir o castigo corporal em crianças e adolescentes. O tema é polêmico, mas, aquilo que é polêmico pode nos ajudar a pensar e repensar conceitos e práticas. Para começar, devemos refletir até que ponto uma lei pode impedir que situações recorrentes dentro dos lares brasileiros possam ser devidamente modificadas. Será que esse é um problema jurídico ou um problema sócio-cultural?         Existem pais que afirmam: “bato no meu filho hoje, para que a polícia não bata nele amanhã!”. Ouvi de uma mãe uma frase similar “eu apanhei de meus pais e graças a isso eu sou uma pessoa direita, e não virei uma bandida”. Ora, se seguirmos essa premissa teríamos que dize que “Todo bandido é bandido por que não apanhou do pai ou da mãe”. É difícil crer que a diferença entre ser “bandido”, ou não, sejam os “tapinhas” ou “tapões”.  A coisa é mais complexa.    Por esses dias vi uma cena bastante comum nos ônibus urbanos e rodoviários. Uma criança colocara a cabeça para fora do veículo que estava em movimento e a mãe ao invés de chamar a atenção do filho com firmeza disse “Menino o cobrador vai brigar com você!”. Outra situação interessante se dá quando aquele casal amigo chega a nossa casa com o filho e o “pestinha” começa a mexer em tudo. O pai diz “Titio vai brigar com você!”. Nas duas circunstâncias, os pais perderam a chance de mostrar aos filhos o perigo e a inconveniência das respectivas atitudes. Simplesmente se omitiram. E é isso que muitos pais fazem, se omitem do dever de educar.    A criança leva nove meses para ser gerada e depois que nasce, todas as atenções capturadas para ela. Por isso, a criança possui naturalmente um inerente egocentrismo que precisa ser quebrado. É aí que entra o estabelecimento dos chamados “limites”. Toda criança necessita de limites e disciplina.       O maior de todos os equívocos nesse debate é que “tapinha” e “surra” tornaram-se sinônimos para a palavra “educar”. Parece que “bater” é a única forma de disciplinar os filhos. Um religioso chegou mesmo a dizer que a lei estaria impedindo pais de “educarem” seus filhos. De certa forma, o frisson causado pela sanção do projeto de lei que proibi as palmadas colocou na pauta do dia o assunto: como devemos educar nossos filhos? Infelizmente casais estão colocando vidas no mundo sem o menor respaldo psicológico, sem o devido preparo e  comprometimento com a educação e formação saudável da criança. Amor e carinho são os elementos fundamentais para tudo, e para educação também, mas, sem nos esquecermos dos “limites”. Criança precisa de limites.

Marcelo da Silva A. Santos

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CAMPANHA PRESIDENCIAL: uma eleição ou um plebiscito?

julho 14th, 2010

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Passado período de Copa de Mundo, as atenções do país se voltam para as eleições de outubro. As campanhas ganham as ruas, e em agosto as emissoras de rádio e TV levarão o palanque eletrônico aos lares brasileiros. No plano estadual, a eleição vai ser digamos “animada”, porque, de um lado, temos o governador querendo mais quatro anos para continuar o que está fazendo (ou que não está fazendo) e o que não pôde fazer, de outro, o “ex” que já foi duas vezes e quer uma nova oportunidade para continuar o que fez (ou não fez) e fazer o que não pôde, e o “outro” que quer uma chance para fazer o que os outros não fizeram. Mas, falaremos mais da eleição estadual em outro momento. No plano nacional, a eleição ganha o contorno de um plebiscito, de uma enquete.

Nos Estados Unidos, dois partidos disputam os votos do eleitorado, os “Republicanos” e os “Democratas”, o que nada tem haver com os genéricos PR e DEM aqui do Brasil. Lá existe um conteúdo programático que define muito bem, quem é quem na eleição. Alguns partidos pequenos e até candidatos independentes, ou seja, sem partidos políticos, pleiteiam os votos dos americanos. Mas, o que acontece sempre é uma polarização entre os dois grandes partidos. No país do “Tio Sam”, a cada quatro anos se renova o debate de questões importantes para o país. Questões que vão desde a economia, até a ética sobre as pesquisas científicas. A eleição para presidente se dá a partir da adequação das ideais partidários com o contexto que vive o país.

Na última eleição americana, a ocupação do Iraque e o sistema de saúde norte-americano, foram os grandes temas da campanha. Após a posse “Barak Obama”, atendeu ao clamor popular enviando ao congresso americano o projeto de reestruturação da saúde pública, que já agonizava. O projeto foi aprovado e se encontra em implementação. Se vai funcionar é outra história, o importante é que a promessa de campanha em cima de uma demanda popular foi realizada.

Aqui no Brasil, os dois candidatos que protagonizam a disputa do planalto (que inclusive passa por uma suntuosa reforma) seguem a linha da comparação: o que fizemos quando estivemos no poder e o “eles” não fizeram no exercício do poder. Dilma vai continuar o que Lula está fazendo, que é o oposto do FHC fiz. Serra, batendo naquela “chata” tecla de que “foi o melhor ministro da saúde que o Brasil já teve, que criou os genéricos”, etc…etc…etc. Parece que vamos ser obrigados a ficar olhando para o passado. Não que olhar para o passado seja ruim. Mas, precisamos olhar para o futuro, afinal, estaremos escolhendo os nossos governantes para os próximos quatro anos.

Nesse período que antecedeu a campanha eleitoral o que houve foi um pífio debate entre uma tal herança maldita (que o PSDB teria deixado ao PT) e o retrocesso e a estagnação (que PT deixará). Não. O debate tem que ser outro. O Brasil, bem o mal, segue um caminho natural de evolução. (Vou usar aqui o passado para pensar o presente e o futuro). Não nos esqueçamos da inflação galopante do final da década de oitenta. Dos tempos de perseguição política dos governos militares. Do regime de escravidão e instabilidade política entre os séculos XIX e XX. O nosso presente é melhor que o passado?! Sem dúvida. Só não podemos nos acomodar e achar que tudo anda as “mil maravilhas”! Conquistamos a estabilidade econômica e política… e devemos lutar diariamente para preservá-las, mas, existem novas demandas a serem discutidas.

O problema é que o modo como se encaminham as campanhas de Dilma e Serra, esse debate ficará ocultado pela comparação entre os governos de FHC e LULA. Esse tipo de debate, que se tem sido a tônica dos dois principais candidatos, não interessa ao crescimento do país. E, diga-se de passagem, menos a Serra do que a Dilma.

Temos aí uma Copa do Mundo que se aproxima e uma Olimpíada que não demora a chegar e os problemas das cidades brasileiras, com raras exceções, é o mesmo: falta do que é o básico para um país desenvolvido: saneamento básico, saúde pública, educação de qualidade, transporte público. Precisamos de idéias para o futuro e não de “clichês” sobre o passado.

Marcelo da Silva A. Santos

Críticas e sugestões: maraujosantos@bol.com.br

Perdemos para nossas limitações técnicas, táticas e psisológicas

julho 2nd, 2010

Não é hora de crucificar ninguém. No primeiro tempo a seleção brasileira explorou a lentidão e os espaços entre os zagueiros. Foi assim, que Robinho chegou duas vezes de frente ao gool holandês, a primeira vez em impedimento, e a segunda, com um belo passe de Felipe Melo: “quem diria”! Felipe Melo, que faria no segundo tempo uma tremenda bobagem. Se o time brasileiro explorasse mais vezes esse espaço entre os zagueiros, poderia ter chegado a um resultado mais tranqüilo, já no primeiro tempo. Tranqüilidade foi o que faltou no segundo tempo. Tomamos um gool em desencontro entre Felipe Melo e Júlio Cesar, e aí a seleção de Dunga se descontrolou. O lance que gerou a expulsão de Felipe Melo foi o retrato do descontrole do time. E a tática holandesa de irritar nossos jogadores deu os seus frutos, Robinho foi outro jogador que se mostrou bastante descontrolado. Após o empate a Holanda passou a controlar mais bola, tocando com eficiência e chegando em mais falha de nossa defesa em bola alta ao gool que deu números finais ao jogo. O que aconteceu  logo depois da virada holandesa foi o que todo mundo já sabia, a falta de opções entre o elenco brasileiro para deixar o time mais ofensivo. Mesmo com um jogador a menos, ficou claro a falta de um substituto para o Kaká, e de jogadores criativo para o meio campo. Jogares para a defesa tínhams aos montes, mas, para o ataque… Vale também ressaltar que o descontrole apresentado no jogo de hoje, já tinha ocorrido no jogo contra a Costa do Marfin com o Kaká e com o próprio Dunga. Dunga naquele jogo, não tentou tranqüilizar o time, ficou extremamente nervoso, e não enxergou que era o momento de tirá-lo do jogo. A eliminação do Brasil aconteceu em cima das nossas limitações técnicas. Dependíamos muito de Kaká e Robinho, o que nos surpreendeu foi a descontrole psicológico dos jogadores. Não sei de a “amargura” do Dunga afetou o time. O futebol brasileiro é alegre, criativo, moleque. Ganhar sem apresentar um futebol bem jogado não é a marca do nosso futebol. Dunga montou um meio campo marcador, deixando apenas para Kaká a função de municiar o ataque. Para uma seleção que quer ser campeã é muito pouco. Para o Brasil, a copa de 2014 já está garantida. Não vamos disputar eliminatórias. A Copa das Confederações e a Copa América serão os nossos únicos compromissos oficiais, isso poder ser bom um lado, pois, não sofreremos com a disputa das eliminatórias, por outro, não teremos muitos parâmetros para avaliar o trabalho do futuro treinador da seleção. Aposto que “Felipão” será a primeira opção da CBF. É isso aí, a vida continua, a Copa segue, e Alemanha e Argentina, que desde o início foram as seleções que mostraram o melhor futebol. Como eles se enfrentam nas quartas-de-final, um deles enfrentará possivelmente a Holanda na final.

Mesmo com o Dunga, sou mais Brasil contra a Holanda.

junho 28th, 2010

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Contra o Chile, o Brasil soube explorar as deficiências da desfalcada defesa chilena. A bola cruzada na área e a velocidade de nossos atacantes levaram a seleção brasileira a uma vitória tranqüila. “Ramires”, que substituiu “Felipe Melo”, se apresentou ao ataque chutando ao gool e deu o passe para o gool de “Robinho”. “Luis Fabiano” fez o seu terceiro gool na copa, mas, não esteve bem, assim como, Robinho que poderia ter um melhor desempenho. O lado direito do ataque brasileiro foi bloqueado pelo sistema defensivo adversário. O meio campo escalado contra o Chile é mais equilibrado, pois, Ramires marca e se lança ao ataque, coisa que “Felipe Melo” não faz. Para variar, Lúcio e Juan fizeram uma partida impecável, a defesa brasileira aliás, é o nosso ponto forte, e, será o jogo das quartas-de-final contra a Holanda, o grande teste do nosso sistema defensivo. “Roben e Sneider” são jogadores habilidosos e velozes, e gostam de jogar no contra-ataque. Continuamos afirmando que o Brasil ainda não apresentou um futebol de campeão, porém, o baixo índice técnico faz com que a seleção de Dunga se qualifique como um forte candidato ao título. Argentina e Alemanha, as seleções que até aqui melhor se apresentaram duelam no sábado, e deste jogo sairá possivelmente, um dos finalistas, o outro, sairá do jogo entre Brasil e Holanda. Mesmo com o Dunga, sou mais Brasil.

Seleção Brasileira mostra suas limitações

junho 25th, 2010

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Sem Kaká e Robinho, e com Júlio Batista como o homem responsável pela armação do ataque, ficou comprovado que a seleção brasileira fica muito limitada. No primeiro tempo de jogo contra Portugal, a seleção lusitana se fechou na defesa, e a seleção de Dunga viveu das jogadas de Nilmar pela esquerda e as triangulações da dupla “Daniel Alves e Maicon”. O treinador português percebendo as limitações de nosso ataque, trancou o lado direito colocou dois jogadores mais avançado no meio de campo e a partir daí, português dominou o jogo. Dunga esbravejava, mas, não fazia nada para mudar o jogo. Quando Portugal se acomodou com o empate, o Brasil passou a tocar a bola e o jogo virou um jogo de compadres. A seleção brasileira depende muito de Kaká e Robinho, e só joga por um lado do campo: pela direita. Isso é preocupante. Outra preocupação é o comportamento do Dunga. Em alguns momentos, o comandante brasileira demora para agir, e se comporta as vezes mais como torcedor raivoso do que como treinador. Diante do futebol jogado até aqui pela Argentina, pela tradição e forma de jogar da Alemanha e das surpresas que essa Copa tem apresentado, a seleção brasileira pode não chegar aonde gostaríamos. Ou ao contrário, do jeito que tem se encaminhado essa Copa (com tamanhas surpresas), pode até dar Brasil.

Um segundo tempo convincente e com sufoco

junho 20th, 2010

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A seleção brasileira fez uma única boa jogada no primeiro tempo, uma triangulação entre Kaká, Robinho e chute certeiro de Luis Fabiano desnorteou a seleção de Costa do Marfin, que até então, tinha uma leve domínio das ações de jogo, sem no entanto, levar perigo ao goleiro Júlio Cesar. No segundo tempo, uma bela jogada de Luis Fabiano marcou o segundo gool brasileiro e fizeram com a Costa do Marfin se postasse mais no ataque. Nesse momento do jogo, a seleção de Dunga passou a controlar a bola. Com tranqüilidade o Brasil passou a tocar melhor a “jaburandi” e numa dessas troca de passes, Kaká achou Elano que se antecipou a marcação africana e marcou o seu segundo gool na Copa. Depois disso, a seleção de Costa do Marfin passou a jogar com mais violência. Elano foi a primeira vítima, e Kaká que se deixou levar pela “malandragem” africana e foi expulso do jogo. Nesse jogo, pareceu que o time brasileiro quando tomava a atitude de atacar, fazia com eficiência. O problema é que isso não ocorreu na maior parte do tempo. Individualmente, Júlio Cesar, Juan e Lúcio quando foram solicitados não decepcionaram, excetuando no momento do gool, onde houve uma falha de marcação, a defesa brasileira marcou a bola e não o jogador; Luís Fabiano desencantou; Elano com a mesma eficiência de sempre. Faltou um pouco mais do Robinho, não aproveitamos a velocidade do Maicon e não chutamos ao gool. Com a vitória, o Brasil garante passagem para as oitavas-de-final, o que dá tranqüilidade para o jogo contra Portugal. Kaká que precisa adquirir ritmo de jogo, desfalcará o time Brasileiro, e como Dunga não costuma ousar, Júlio Batista deve substituí-lo. Não resta dúvida que diante do jogo monótono contra a Córeia do Norte, houve uma melhora, e como essa copa tecnicamente está muito ruim, a seleção brasileiro com o “estilo Dunga de ser” se qualifica ao título.

Dunga e o “futebol mágoa”

maio 15th, 2010

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A entrevista coletiva do técnico Dunga após a divulgação da lista dos 23 convocados para a copa da Africa, revelou a face amargurada de alguém que parece se atrelar ao passado. A cada questionamento dos repórteres, Dunga despejava seu ressentimento. Vinte anos se passaram e a mágoa da Copa de 90 na Itália ainda sobrevive no intimo do treinador. Não há outra explicação para as ironias contidas nas respostas dadas a imprensa nesta terça-feira.                                                             O postulante ao cargo de técnico da seleção brasileira tem que estar preparado para as cobranças, pressões da imprensa e da população e acreditar naquilo que está fazendo. Telê Santana foi durante muito tempo tachado de “perdedor”, algo que só mudou com as conquistas do técnico com o São Paulo. Questionamos Telê pela não convocação de Renato Gaúcho para a copa de 86. Em 1994, Parreira foi severamente pressionado para convocar Romário (E para nossa felicidade a cabeça dura e burocrática do Parreira acatou a pressão popular, sem Romário aquela copa não seria brasileira). Em 2002, um coro cobrava a inclusão do mesmo Romário na família “scolari”… Vida de técnico de seleção é assim mesmo. Isso é algo natural em um país que tem mais de 180 milhões de apaixonados técnicos de futebol. Só que Dunga acha que não. Acha que existe um “complô” contra ele.    O que vejo no Dunga é uma mágoa, uma raiva sem precedentes no futebol brasileiro. O que preocupa é que não se constroem vitórias com amargura e ressentimento. Futebol mágoa não é marca do futebol brasileiro. O povo brasileiro gosta do drible, da molecagem, da alegria, do futebol bem jogado, de ganhar sempre! Ganhar fazendo gols. Mas aprecia também uma grande defesa e a desarme com categoria. Por isso, o torcedor, independente do clube, pára para assistir o Santos de Nilmar, Robinho e Ganço. Já o Dunga que disse devolver o gosto do jogador em vestir a camisa da seleção, não deu até o presente momento o prazer do futebol bem jogado, da alegria do jogar. E o que vamos assistir na Copa da Africa será um futebol “amargo”, “ressentido”. Um futebol nutrido com a “raiva”, de um comandante que faz gestos obscenos dados aos torcedores baianos presentes no estádio de Pituaçu em jogo pelas eliminatórias contra o Chile no ano passado e é incapaz de reconhecer o “erro”. Infelizmente futebol alegria por enquanto só mesmo com os meninos da Vila!                                                                                                Se a raiva e mágoa vão conduzir o Brasil ao título mundial eu não sei, mas, se isso acontecer, nós vamos ter engolir o Dunga. Ah! E o Galvão Bueno também.

Marcelo da Silva A. Santos

Críticas e sugestões: maraujosantos@bol.com.br

O que o futuro(a) presidente não fará.

abril 18th, 2010

Sem título

A semana que passou marcou o início da campanha eleitoral a presidência da república. Na capital federal José Serra (PSDB) teve seu nome oficialmente lançado como (pré)candidato ao planalto. No mesmo dia em São Paulo, Lula e Dilma Roussef (pré)candidata do PT participavam de um evento organizado por centrais sindicais em homenagem ao presidente como contraponto ao lançamento da pré-candidatura de Serra… Enquanto isso no “Haiti brasileiro”, o números de vítimas das chuvas no Rio de Janeiro já passavam dos duzentos. Por isso, nesse instante em que PT e PSDB querem mostrar o MUITO que fizeram e o MUITO que farão é hora de enxergarmos o que ninguém fez e provavelmente não farão. São reformas e ações que dizem respeito a construção de um país que não precise vivenciar constantemente tragédias como a do “morro do bumba”, escândalos como o “mensalão do DEM” de Brasília e fatos deprimentes como a “ordem juducial” que colocou na rua o “pedófilo de Luziânia”:

Reforma política: combate ao fisiologismo político. A política partidária no Brasil é uma prática com base no “toma lá, dá cá”. O congresso brasileiro é um dos mais caros do mundo, nossos deputados custam mais do que os de países como Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha; quem vai ter coragem de disciplinar as verbas de gabinete, de acabar com aposentadorias acumulativas, de sancionar leis que expulsem os que furtam o “erário público”?! Quem tem coragem de por fim as legendas de aluguel e a imunidade parlamentar com protegem “criminosos” disfarçados de políticos. Tanto Fernando Henrique quanto Lula, lavaram as mãos…

Reforma agrária: assunto polêmico. Para o PSDB e seus aliados um tema difícil digerir. Os grandes latifundiários não querem nem ouvir falar em dividir. Para o PT o assunto se resolve dando terra ao MST. Reforma agrária é dar oportunidade a formação de cooperativas agrícolas aos que não possuem terra, com assistência técnica e condições de crescimento a partir das potencialidades regionais. Para isso, o governo teria que tornar esse processo sério e independente.

Reforma tributária: muitos interesse$. Pagamos impostos e mais impostos em praticamente tudo o que compramos.  E o pior: não temos o retorno do que pagamos. Tornar a arrecadação mais eficiente, diminuindo a sonegação para assim, minimizar a carga tributária está longe da pauta dos pré-candidatos.

Reforma Judiciária: não dá voto. Habeas corpus pra lá, liminar para cá. Juiz prende de cá, magistrado solta de lá. Códigos desatualizados, práticas nada morais. O poder judiciário pode servir melhor ao país.

Educação: educar é botar meninos e meninas na sala de aula, construir paredes que “eles” chamam de escolas e às vezes propor alguns cursos para dizer ao povo que estão capacitando professores. Educar é pagar bem ao professor, é tornar a escola um centro de formação de cidadãos contemplando a saúde, o esporte e a cultura.

Saneamento Básico: “pra quê?”, é melhor dá bolsa-esmola. As condições sanitárias em que vive maior parte de nossa população favorecem a proliferação de doenças como a dengue e a meningite. Investimento em redes de esgoto, moradia digna (não como fizeram com os moradores que hoje habitam o Irmã Dulce aqui em Ipiáu) é investir também em saúde. É ofertar dignidade.

Não vejo Serra e Dilma com carisma, apoio popular e acima de tudo “coragem” para executar sequer uma desses dessas propostas. Quanto a Marina falta-lhe apoio político, o que quer dizer no Brasil em “dinheiro”, “propina”, “troca de favores”. Por isso, infelizmente o nosso país “varonil” continuará impotente diante de enfermidades de dengue e meningite, a corrupção e as “tragédias anunciadas” como a do morro do bumba. Mas, temos o carnaval e o futebol para apagar de nossa memória as mazelas sociais. Daqui a pouco é “Copa do mundo” e ninguém se lembra dos mortos pela inoperância governamental.

Marcelo da Silva A. Santos

Críticas e sugestões: maraujosantos@bol.com.br

TRISTE BAHIA!

abril 6th, 2010

Esta semana se define os rumos da campanha eleitoral na Bahia, e Marceloefetivamente o quadro que se traça é DESOLADOR. Estamos definitivamente encurralados. Tudo indica que o Galego (o governador Jacques Wagner) deve atar braços, corpo e alma com Cesar Borges e Otto Alencar. Será Wagner o novo cabeça branca da Bahia, só que de olhos azuis?! Como o mundo dá voltas hein… Borges que a pouco tempo disse que “Lula é bom para o Brasil. Jacques Wagner não é bom para a Bahia” (isto está registrado no seu Blog em novembro do ano passado) deve compor a chapa ao Senado e Alencar deve ocupar a vice na CO-ligação petista ao governo do estado. De quebra estarão no pesado palanque petista Ex-Carlistas (?) como Fernando de Fabinho, João Leão, Mário Negromonte e Jabes Ribeiro.

Já o Ex-Governador, Ex-Senador e ainda “Carlista” Paulo Souto, que aguardava a decisão de Borges, Geddel e de quem mais quisesse embarcar no seu trem (já que metrô e ferryboat não são recomendáveis), fortalece seu com elo com o PSDB baiano, vínculo antes impossível desde que o Ex-Governador, Ex-Senador, Ex-Ministro Antonio Carlos Magalhães ainda no Ex-tinto PFL, atual DEM, se aliou ao Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. Paulo Souto não obteve sucesso na tentativa de juntar os estilhaços do carlismo que foram despedaçados com a vitória do PT em 2006 para o Governo do Estado. Souto sabe que a política, se faz com barganha… sabe também que se ganhar a eleição em outubro os Ex-aliados irão vestir a camisa “Democrata” e participar eufóricos da carreata da vitória. Isso não é novidade para Paulo Souto, ele já bebeu dessa água, que não é límpida, insípida e nem inodora. Para não dizer que Souto não agregou valor a sua campanha, um Ex-inimigo, O Ex-Governador Nilo Coelho deve subir no palanque ao lado de Grampinho (ACM Neto) e Jutahy Magalhães.

O PMDB que apoiou Wagner até o ano passado vem com uma chapa puro sangue, chefiada pelo agora Ex-ministro Geddel Vieira Lima. Geddel quer uma mulher para vice, talvez para amenizar a imagem de “brigão e tinhoso” como afirmou o presidente Lula e de arrogante (como afirma este colunista), e também, se beneficiar da “onda feminina” que deve tomar conta da campanha com as candidaturas de Dilma e Marina a presidência da república. O nome mais provável é da deputada Marizete Pereira, esposa do atual vice-governador Edmundo Pereira Santos (PMDB). O ar centralizador e a empáfia de “Geddelzinho da Bahia” lembra em muitos momentos a do nosso “Ex-paizinho” ACM, para alguns “Tonnho Ternura”, para outros “Toninho Malvadeza”.

Para não dizer que não falei da flores, o deputado Bassuma deve ser o candidato do Partido Verde ao Governo do Estado. Ex-Petista deve ter como aliada a Ex-mulher do governador Jaques Wagner, Bete Wagner, que foi ex-superintendente do Instituto de Meio Ambiente da Bahia e Ex-aliada de Lídice da Mata (que deve ser candidata de Wagner a uma cadeira no Senado) durante o exercício da Prefeitura de Salvador entre os anos de 1993-1997. Mas, temos que convir que além do poder econômico, o Partido Verde não tem boa receptividade do eleitorado baiano, e deve mesmo fazer papel coadjuvante nesta eleição.

A se confirmar este quadro terrível, o eleitor baiano vai apenas escolher alguém para sentar na cadeira do Palácio de Ondina, já que os políticos e a politicagem dos que disputam o pleito são “farinha do mesmo saco”. Da mesma forma ocorre com os que farão companhia ao Senador… como é mesmo o nome dele…é…é…o Senador eleito pela Bahia em 2006? É…ah sim! João…João Durval Carneiro. “Triste Bahia” já dizia o poeta Boca Maldita:

Triste Bahia

Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh! se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

Gregório de Mattos

Marcelo da Silva A. Santos

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