A eleição e o palanque eletrônico
agosto 24th, 2010Começou o horário eleitoral no rádio e na TV. E nessa primeira semana o tom dos discursos foi dado pela emoção. Os candidatos ao voto popular tentaram mostrar a origem humilde e suas lutas pelo “bem” do povo. Nessa hora, todos fazem questão de se aproximar dos mais pobres. Todos podem tudo. Um fato mais interessante é a presença constante do presidente Lula. Que o Lula seria presença certa no programa de Dilma, isso era já era esperado. Mas, Lula no programa de Serra, bem isso, ninguém contava. O programa do PSDB expos Serra associando sua imagem à do presidente Lula (PT) como “homem experiente e preparado para governar o País”. O fato gerou críticas de aliados, aí incluído o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quem diria… o PSDB afirmando que Lula é um homem experiente. É Serra perdeu o rumo da campanha.

Outro fato curioso são as “celebridades” que querem fazer uma boquinha no mundo político. Se não bastassem “Clodovil” e “Frank Aguiar”, agora outros tentam atrair os holofotes da vida pública no congresso nacional ou nas assembléias legislativas. “Marcelinho Carioca”, “Kiko” e “Leandro”, integrantes daquela banda bastante politizada, o KLB, “Netinho de Paula” que pasmem é comunista, sim ele disputa uma vaga no senado por São Paulo pelo PC do B. Outro que disputa uma vaga no Senado por São Paulo é Moacir Franco. A lista ainda inclui: “Maguila”, “Tiririca”, “Leci Brandão”, “Raulzinho, filho de Raul Gil”, “Sergio Malandro”, “Reginaldo Rossi”, “Vampeta”, “Romário”, “Tati Quebra-Barraco”, “Mulher Pêra”…e tem mais por aí. A política no Brasil é mesmo uma casa de um mangue nada ecológico. Contudo, o fato mais revelador nessa primeira semana foi perceber que o horário eleitoral deve influir minimamente nos rumos da campanha. Primeiro que as Audiências estão baixas, e segundo que nenhum dos programas seja o da campanha presidencial, quanto a do governo estadual, apresentam nada de novo. São “pacotes de bondade” para todos os lados. Nenhum candidato afirma de onde vai sair o dinheiro para implementar tudo o que prometem. É engraçado que para os diversos problemas os candidatos têm soluções semelhantes, mas, ninguém diz como se financiá-las. “Temos que valorizar no professor”, “Vamos recuperar a saúde”, “Temos que pagar melhor aos agentes policiais”, etc. Honestamente, chega a ser chato ouvir as mesmas coisas ditas por candidatos diferentes. Nenhum projeto sério, com orçamento, prazo de execução, benefícios para o estado ou país, nada. O ouvimos são promessas de coisas que todo mundo sabe que tem que ser feito. No próximo comentário vamos comentar algumas “promessas de campanha” e seus significados ocultos. Para o momento, esperamos os políticos aproveitem melhor a exposição na TV para dar um pouco mais de seriedade a esta campanha. Afinal, o presenciamos nestes primeiros programas é uma grande falácia eleitoral. De qualquer forma, sugiro ao eleitor averiguar o que pretender realizar os políticos nas áreas de saúde e educação. Sabendo disto, podemos diminuir a margem de erro na hora de escolher os futuros governantes deste país.
Marcelo da Silva A. SantosCríticas e sugestões: maraujosantos@bol.com.br







efetivamente o quadro que se traça é DESOLADOR. Estamos definitivamente encurralados. Tudo indica que o Galego (o governador Jacques Wagner) deve atar braços, corpo e alma com Cesar Borges e Otto Alencar. Será Wagner o novo cabeça branca da Bahia, só que de olhos azuis?! Como o mundo dá voltas hein… Borges que a pouco tempo disse que “